A FILEIRA FLORESTAL NO CONCELHO DE MORTÁGUA
Os
excertos seguintes fazem parte de um trabalho por mim realizado em 1999 para a
cadeira de Antropologia Rural e Urbana sob a orientação do Dr. Alberto Martinho.
Universidade Católica Portuguesa
Centro Regional das Beiras - Pólo de Viseu.
Instituto Universitário de Desenvolvimento e Promoção Social
Licenciatura em Gestão e Desenvolvimento Social
Devido à natureza deste trabalho e à confidencialidade de certos temas, a apresentação seguinte sofreu imensos cortes devidamente assinalados pela seguinte simbologia:
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Obrigado pela sua atenção.
UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA

CENTRO REGIONAL DAS BEIRAS - PÓLO DE VISEU
INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DE DESENVOLVIMENTO E PROMOÇÃO SOCIAL
LICENCIATURA EM GESTÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL

DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA RURAL E URBANA
Elaborado por: Nuno Paixão 110/95
ÍNDICE
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Pág. |
|
| Índice |
4 |
| Introdução |
6 |
| 1 - A Floresta |
8 |
| 1.1 - Breve Descrição |
8 |
| 2 - Apresentação do concelho de Mortágua |
9 |
| 2.1 - Elementos Climáticos |
9 |
| 2.2 - A vegetação |
9 |
| 2.3 - Aspectos Económicos |
10 |
| 2.4 - Aspectos Sociais |
13 |
| 2.5 - Aspectos Históricos e Culturais |
13 |
| 2.6 - Indicadores Económicos |
14 |
| 2.7 - Indicadores Demográficos |
14 |
| 2.8 - Indústria Dominante |
16 |
| 3 - Estudos no Terreno |
18 |
| 3.1 - Estudo de Uma Área de 600 Hectares na Freguesia de Pala |
18 |
|
3.2 - Ensaio de Diferentes Graus de Mecanização em Plantações de Eucalyptus Globulos |
24 |
| 3.3 - Levantamento de Propriedades Florestais |
26 |
| 4 - Os Incêndios Florestais no Concelho de Mortágua |
28 |
| 4.1 - Mapas de Distribuição |
28 |
|
4.2 - Núcleo de Investigação Científica de Incêndios Florestais e a Prevenção de Incêndios Florestais na Estrada da Beira |
32 |
| 5 - A Central Termoeléctrica de Mortágua |
34 |
| 5.1 - Apresentação |
34 |
| 5.2 - Aspectos Económicos |
39 |
| 5.3 - Aspectos Ambientais |
40 |
|
6 - O Trabalho de Extensão Florestal com Pequenos Proprietários: contributo para a definição do perfil de competências dos técnicos |
41 |
| 6.1 - Apresentação do Programa de Formação |
42 |
| 6.2 - A Produção Florestal Privada no Sul da Europa |
43 |
| 7 - A Associação dos Produtores Florestais de Mortágua (APFM) |
45 |
| 7.1 - Objectivos |
45 |
| 7.2 - Serviços e Actividades da APFM |
46 |
| 7.3 - Floresta Sustentada de Mortágua |
47 |
| 8 - A Floresta, o Turismo e o Cidadão |
49 |
| 8.1 - Introdução |
50 |
| 8.2 - A População e a Floresta - Um Caminho Nem Sempre Em Paralelo |
51 |
| 8.3 - A Emergência de um Novo Olhar Sobre a Floresta |
53 |
|
9 - A Importância da Fileira Florestal no Contexto Regional, Nacional e Intracomunitário |
|
| 9.1 - Transações Regionais |
56 |
| 9.2 - Transações Intracomunitárias |
57 |
| Conclusão |
60 |
| Bibliografia Seleccionada |
61 |
INTRODUÇÃO
A elaboração de um trabalho sobre a fileira florestal no concelho de Mortágua durante o período de 1899 a 1999, foi o projecto a que me propus, tentando focar o processo de produção, conservação e comercialização da floresta, e a sua relevância económica para o concelho.
Por razões que têm a ver com a falta de estudos do género foi difícil quantificar alguns indicadores, que permitiriam uma análise mais aprofundada deste tema.
Como metodologia utilizei o método documental através da técnica de análise de conteúdo, e o método de inquérito através da técnica de observação directa e da técnica da entrevista.
Este trabalho divide-se em nove pontos:
No primeiro ponto faz-se uma breve descrição da floresta como um meio fundamental para a sobrevivência do homem.
No ponto número dois é feita a apresentação do concelho de Mortágua. Ao nível económico-social, cultural, demográfico, entre outros.
No ponto número três são analisados dois estudos realizados no concelho, um de caracterização florestal na freguesia de Pala, e outro de ensaios de diferentes graus de mecanização em plantações de eucaliptos. Faz-se ainda referências ás novas tecnologias à disposição dos produtores florestais para levantamento e medição das suas propriedades.
O quarto ponto debate a problemática dos incêndios florestais através de mapas de distribuição, e onde se pode verificar que Mortágua é um exemplo a seguir no que respeita a políticas de combate aos incêndios florestais. Contém ainda um artigo do Núcleo de Investigação Científica de Incêndios Florestais sobre a prevenção de incêndios florestais na estrada da Beira.
O ponto número cinco vem dar a conhecer a nova Central Termoeléctrica de Mortágua, analisando-a sob o ponto de vista económico e ambiental e as consequentes implicações que trará para o concelho.
No ponto seis encontramos um artigo acerca do trabalho de extensão florestal com pequenos proprietários, que pode ajudar a definir o perfil de competências dos técnicos florestais.
O ponto número sete apresenta a Associação de produtores Florestais de Mortágua (APFM), descrevendo os seus objectivos, serviços e actividades. Contém ainda um artigo que faz referência à necessidade crescente de certificar os produtos florestais, e que estes sejam produzidos de uma forma sustentada.
O oitavo ponto incide sobre três elementos: a floresta, o turismo e o cidadão, e a necessidade de um novo olhar sobre a floresta.
Por fim, no ponto número nove refere-se a importância da fileira florestal no contexto regional e intracomunitário.
Quero agradecer o apoio que me foi prestado pela APFM (Associação de Produtores Florestais de Mortágua), pela disponibilidade demonstrada, que se relevou de capital importância para a elaboração deste trabalho.
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3 - Estudos no Terreno
3.1 - ESTUDO DE UMA ÁREA DE 600 HECTARES NA FREGUESIA DE PALA
Nuno Paixão
Os dados necessários para a elaboração deste estudo foram gentilmente cedidos pela APFM (Associação de Produtores Florestais de Mortágua), e fazem parte de uma das fazes do projecto Experiência-Piloto de Mortágua, envolvendo 1195 prédios que foram caracterizados no ano de 1998.
Este estudo aposta numa apresentação com uma forte componente visual por forma a ser mais fácil a percepção da actual situação da freguesia de Pala.
Figura 7
Área Total de Floresta V/s Área Florestal (hectares)

Da análise destes dois gráficos, conclui-se que a freguesia de Pala apresenta uma área florestal na ordem dos 99%, mais precisamente 3897,578 ha, contra uma área não florestal de apenas 47,771 ha.
Se nos debruçarmos sobre a área florestal, constatamos que esta é composta por pinheiro bravo e eucalipto na mesma proporção (cerca de 39%), distribuindo-se a restante área por mato (20,909%) e por carvalho numa percentagem insignificante (0,034%)
Por este gráfico se pode verificar a transformação a que a floresta de Mortágua tem sido alvo nas últimas décadas, já que em áreas onde antigamente a espécie dominante era o pinheiro bravo, hoje denota-se o retrocesso dessa espécie em consequência do rápido avanço do eucalipto, que por ser uma árvore de crescimento mais acelerado tem as suas vantagens quer em termos económicos, quer em termos de risco associado ao próprio investimento.
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Figura 13
Área Média Relativa por Proprietário

Do estudo deste gráfico, concluímos que os proprietários que possuem prédios com uma área superior a 30 ha têm a maior área média relativa pessoal (62,12 ha).
|
Classes |
Área |
Proprietários |
|
ha |
ha |
Nº |
| 0,0 - 0,5 ha |
98,165 |
543 |
| 0,6 - 1,0 ha |
130,747 |
165 |
| 1,1 - 5,0 ha |
757,681 |
301 |
| 5,1 - 10,0 ha |
723,935 |
100 |
| 10,1 - 30,0 ha |
1057,218 |
65 |
| > 30,0 ha |
1118,202 |
18 |
|
Total |
3885,948 |
1192 |
Dividindo esta área por tão poucos proprietários, teria que dar um valor tão expressivo.
A classe de 10,1 a 30 ha apresenta a segunda maior área média por proprietário (16,26 ha), este valor não é muito relevante se comparado com a classe de prédios com mais de 30 ha, mas confrontado com as restantes categorias, facilmente vemos o peso que este tem. Mais uma vez este resultado só é possível por esta classe ser a que tem a segunda maior área total (1057,218 ha) que se situa muito próximo dos 1118,202 ha da classe de prédios com área superior a 30 ha. A diferença de 62.12 ha para 16,26 ha justifica-se com o aumento considerável de proprietários de uma classe para a outra, o que vai ter consequências na média final.
As médias das outras classes apresentam valores bastante reduzidos, oscilando entre os 7,24 ha da classe de 5,1 a 10 ha e os 0,18 ha da classe de prédios com uma área inferior a 0,5 ha.
3.2 - ENSAIO DE DIFERENTES GRAUS DE MECANIZAÇÃO EM PLANTAÇÕES DE EUCALYPTUS GLOBULOS
"A procura de madeira de Eucalipto por parte da indústria constitui de facto uma preocupação pelo que se verifica a existência de vastas manchas florestais ocupadas pela espécie com produção muitas das vezes manifestamente abaixo das potencialidades, mesmo em locais considerados bons do ponto de vista edafo-climático.
Caminhar no sentido de melhorar a produtividade nos povoamentos a instalar é de facto de extrema importância, mesmo implicando um maior esforço financeiro a despender pelos produtores florestais no sentido de recorrerem às melhores técnicas florestais.
O presente ensaio foi instalado na zona norte do concelho de Mortágua, à cota de 650 metros, enquadrado orográficamente no maciço da serra do Caramulo. Tendo como objectivo estudar, à instalação, a resposta do Eucalipto a diferentes graus de mecanização do solo.
Atendendo à intensidade da mecanização, mais ligeira ou pesada, a que foi submetido o povoamento na fase de plantação assim foram definidos seis tratamentos (mecanização nula, ripagem cruzada, ripagem descontinua à curva de nível, ripagem continua e ripagem cruzada com uma passagem ou duas de charrua de 30 polegadas rebocada por tractor de rastos de 75 Hp, em todas as outras operações afectas a cada tratamento utilizaram-se máquinas de 165 Hp).
O ensaio foi instalado em Janeiro/Fevereiro de 1991 numa área de características bastante homogéneas, em termos de solo, alma e topografia. Definidos os tratamentos que se julgaram mais interessantes, isto é, os que vulgarmente são utilizados na instalação de povoamentos florestais, acautelou-se a uniformidade do compasso (3.80 X 1.80 metros), o tipo e quantidade de adubo (osmokote 30 gr/planta) por forma a minimizar a heterogeneidade associada ao próprio modo de produção de plantas. Como o objectivo do presente ensaio é estudar a influência da intensidade da mecanização no crescimento das árvores procedeu-se ao fim de três anos à medição dos diâmetros e alturas das árvores.
Os tratamentos passam agora a ser tratados como:
Figura 14
Resultado dos Diversos Tipos de Tratamentos Aplicados (Altura)

Fonte: Boletim Informativo da APFM, 1998
Analisando comparativamente os 6 tipos de tratamento, verificamos que quanto maior foi a intensidade da mecanização aplicada ao povoamento na fase de plantação, maiores foram as diferenças em termos de altura.
A diferença que se constata do tratamento T1 para o tratamento T2 é bastante significativa (cerca de 75 cm), mas comparando o tratamento T1 com o tratamento T6 verifica-se um ganho de cerca de cerca de 2 metros e 20 cm
Os tratamentos com passagem de charrua (T5 e T6) são aqueles que apresentaram os melhores resultados comparativamente com os restantes.
Figura 15
Resultado dos Diversos Tipos de Tratamentos (Diâmetro)

Fonte: Boletim Informativo da APFM, 1998
Relativamente ao diâmetro, as semelhanças são mais que evidentes com os resultados em altura, continuando ter como ponto referência os tratamentos T5 e T6 que apresentaram valores muito acima dos restantes.
Os resultados obtidos neste ensaio podem servir de indicadores relativamente às melhores técnicas de instalação de povoamentos. Permitindo estes afirmar que os tratamentos com lavoura induzem na altura e diâmetro a crescimentos significativamente superiores quando comparados com as restantes modalidades.
Eng. José Manuel Carvalho
Direcção de Serviços de Produção Emporsil"
3.3 - LEVANTAMENTO DE PROPRIEDADES FLORESTAIS
"As novas tecnologias vieram facilitar e muito, o trabalho dos técnicos neste campo. Medir áreas florestais, desenhar mapas das propriedades, com caminhos, limites, e outros elementos, é agora mais rápido, mais fiável e mais barato.
O equipamento utilizado para este fim envolve de fado tecnologia de um nível muito avançado. É designado vulgarmente por GPS.
Trata-se de um equipamento móvel, com bateria, antena e minicomputador, que estabelece comunicação com um número razoável de satélites Estes satélites estão em órbita à volta do nosso planeta. Através da captação de dados dos mesmos é possível saber a nossa localização exacta em cada instante.
Assim, é possível, percorrendo a nossa propriedade como equipamento, saber alguns minutos depois, a sua área, o seu perímetro e a altitude de cada ponto. Isto qualquer que seja a forma do terreno em causa e qualquer que seja a hora do dia em que estejamos a trabalhar.
Com este trabalho o proprietário fica em posse de uma cartografia fiável da sua propriedade. Nessa carta serão desenhados os limites das propriedades, os caminhos que percorrem o seu interior, bem como outros elementos de interesse.
Será calculada a área do terreno, na totalidade, ou por lotes de acordo como tipo de vegetação presente. As propriedades assim levantadas serão igualmente enquadradas noutra cartografia existente para o país, de forma a que o proprietário consiga localizá-las facilmente, relativamente a estradas nacionais, povoações, etc.
João Abreu (Agrónomo)
PLANEBA - Estudos e Projectos Beira Aguieira."
4 - Os Incêndios Florestais no Concelho de Mortágua
4.1 - MAPAS DE DISTRIBUIÇÃO
"Curiosamente, o concelho de Mortágua tem cerca de 85% do seu território coberto com floresta, mas no ano de 1997 registou apenas cerca de 30 fogos, correspondendo a uma área ardida que não ultrapassou os 5 hectares."
"O Secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, salientou que Mortágua não é, nem de longe nem de perto, dos municípios que mais recebe do Estado, e que só definindo a defesa deste património como uma prioridade e através da cooperação de esforços é possível atingir estes resultados. Por tudo isto, disse, Mortágua é um bom exemplo que se evidencia do panorama normal neste âmbito da protecção civil."
"Num concelho considerado pioneiro na defesa e preservação da sua floresta, apesar da sua enorme área, este projecto é também considerado determinante do ponto de vista ambiental, para a preservação da mancha florestal, já que como é sabido, os resíduos ajudam os incêndios a propagar-se mais fácil e rapidamente. Desde que estamos na Câmara que concebemos um projecto de defesa e preservação da nossa floresta..."
Figura 16
Distribuição do Número Médio de Fogos por Cada 100 Km
(período 1982 - 1992)

Fonte: "A Floresta na Região Centro" - Uma Análise Económica- Comissão de Coordenação da Região Centro - Estudos Sectoriais nº6 - Coimbra - 1994, p. 32"
Uma análise global à situação observada a nível concelhio, durante o período de 1982 a 1992, mostra que, de um modo geral, o maior número de incêndios incide sobre concelhos mais industrializados ou com concentrações urbanas e densidades populacionais mais importantes, enquanto que as maiores áreas ardidas correspondem a concelhos com fraca densidade populacional, situados nas áreas montanhosas do interior.
O concelho de Mortágua insere-se na classe de 88 a 165 fogos por cada 100 KM2, este pode-se considerar como um bom resultado, já que os concelhos limítrofes apresentam valores superiores. E, sendo Mortágua um dos concelhos do país com maior densidade florestal, seria de esperar o contrário.
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Figura 19
Carta do Risco de Incêndio Florestal (CRIF) no Concelho de Mortágua
Relatórios da II Fase (1997)
Fonte: http://www.scrif.cnig.pt

Esta carta de risco de incêndio florestal, apenas vem confirmar que em zonas mais isoladas e de fraca densidade populacional o risco de incêndios é maior.
A zona mais saliente a verde representa a Vila de Mortágua e as povoações adjacentes a esta com um risco de incêndio baixo. Enquanto que as zonas a vermelho/laranja representam os locais de maior risco, devido à grande extensão florestal que neles predomina. É pois necessário tomar maiores precauções nas áreas onde o risco de incêndios é maior.
5 - A Central Termoeléctrica de Mortágua
(Um projecto pioneiro em Portugal)
5.1 - APRESENTAÇÃO
"A primeira central termoeléctrica para aproveitamento energético de resíduos florestais vai ser inaugurada, em Mortágua, em Maio de 1999. Trata-se de um projecto pioneiro em Portugal e, pelas suas características peculiares, uma "obra de referência" em toda a Europa.
Desenvolvida, em parceria, pelo Centro de Biomassa para a Energia (CBE) e pelo Grupo EDP a futura central de produção de energia eléctrica a partir da biomassa florestal deverá custar cerca de cinco milhões de contos. 0 que significa que, pela primeira vez, alguém conseguiu a proeza de construir uma obra do género no tempo recorde de 18 meses, quando o normal seria de, pelo menos, dois anos.
A história desta central, de concepção inovadora em termos nacionais, começa com estudos desenvolvidos no âmbito de um projecto que o CBE tentou apresentar ao Programa Operacional do Centro (PROCENTRO), para a instalação de uma unidade do género na zona centro do país.
Gerar riqueza
Mais tarde, é o próprio Governo que lança o desafio de concretizar no país uma instalação desta natureza, ao qual a CBE responde, socorrendo-se, parcialmente, do trabalho já desenvolvido nesta área.
Aliado ao Grupo EDP (com experiência na área da queima) e, mais concretamente ao PROET - Projectos, Engenharia e Tecnologia, SA (empresa que, dentro daquele grupo, se dedica a estudos desta natureza), apresenta num prazo extremamente curto, a versão final de um estudo relativo á instalação de uma central desta natureza no nosso país.
A nova unidade do Grupo EDP permitirá absorver uma parte significativa das cerca de 500 mil toneladas de resíduos florestais que se estima serem produzidos anualmente pela floresta portuguesa (ao falar de resíduos, fala-se, aqui, de copas de árvores, ramos, matos e árvores mal formadas, sem valor comercial).
Figura 20
Central Termoeléctrica de Mortágua (Abril de 1999)

Para esse efeito, só serão consideradas disponíveis para recolha de biomassa florestal áreas em que, do ponto de vista ecológico e económico, tal seja viável, pelo facto de essa actuação diminuir a carga combustível acumulada e por não afectar o crescimento e a produtividade da floresta.
O presidente do Conselho de Administração do CBE, Gil Patrão, garante que "este processo vai permitir não afectar o mercado de material lenhoso principal para as aplicações mais nobres, aproveitando única e exclusivamente aquilo que hoje não tem valor comercial e que, por isso, fica nas matas. E o que se pretende é dar uma ajuda para que esse material possa de lá sair e gerar riqueza".
Estima-se que a influência da central de Mortágua possa chegar, de acordo com estudos realizados pelo CBE, a 29 municípios da região, a maior parte dos quais já sensibilizados para os benefícios que podem advir da sua participação no projecto."
"Serão abrangidos os concelhos de Anadia, Águeda, Arganil, Cantanhede, Carregal do Sal, Castro Daire, Coimbra, Góis, Lousã, Mangualde, Mealhada, Miranda do Corvo, Mortágua, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Penacova, Penela, S.ta Comba Dão, S. Pedro do Sul, Sátão, Sever do Vouga, Tábua, Tondela, Vila Nova de Paiva, VN Poiares, Viseu e Vouzela.
A criação desta infra-estrutura irá contribuir para a redução do risco de incêndios, a criação de um mercado de resíduos florestais e o aumento do emprego.
Uma das razões, pela qual o concelho de Mortágua foi escolhido para a instalação desta infra-estrutura, deve-se ao facto, deste concelho se situar no centro de uma região, com uma área florestal que corresponde a cerca de 30% da área total da floresta nacional"
"Para além dos cerca de 30 postos especializados que tem, necessariamente, de ter para a operação, a central termoeléctrica criará a montante de si própria 400 novos postos de trabalho em áreas de manutenção. E isso para um período de vida útil estimado em cerca de 25 anos.
Para além disso, a central deverá absorver pouco mais de 1/5 da totalidade dos resíduos florestais produzidos anualmente no país criando urna área marginal de negócio para os produtores/proprietários florestais e diminuindo os riscos de incêndio em áreas intensamente florestadas, promovendo, simultaneamente, um melhor ordenamento da floresta.
Apesar da condicionante da capacidade de recepção de resíduos, não será de enjeitar a possibilidade de vir a surgir em Mortágua o "fenómeno" do "altruísmo comerciar já ocorrido noutros pontos do país com projectos similares. Referimo-nos a intermediários que se oferecem para limpar gratuitamente as matas, a pretexto de fazerem um bem aos seus proprietários e ao próprio ambiente, aproveitando-se dos incautos para ganhar dinheiro que, por direito, não lhes pertencia.
Se é certo que, á data da sua entrada em laboração, a referida central constituir-se-á na. maior unidade do género na Europa, não é menos certo que embora possa parecer contraditório, não nos encontramos na presença de uma instalação de grandes dimensões. Só a título de exemplo, veja-se o caso da central termoeléctrica de Sines, que tem instalados quatro grupos, cada um deles com uma potência de 300 MVA, quando, no caso de Mortágua, a potência instalada será de 1O MVA.
Nova tecnologia
Pelo método da queima, a nova central irá absorver cerca de 109 mil toneladas por ano de resíduos florestais, correspondentes a um tempo de laboração em igual período de 7800 horas, e será capaz de produzir a energia suficiente para abastecer uma cidade de dimensões médias isto é, da ordem dos 35 mil habitantes (estima-se que, a trabalhar em pleno, ela venha a fornecer anualmente à rede cerca de 63 GWh)
Uma das grandes vantagens deste projecto tem a ver com a instalação no nosso país de uma tecnologia até agora inexistente nestas dimensões. No entanto e até por uma simples questão de escala, facilmente se percebe que o custo da produção de energia nesta central vai ser mais elevado do que numa das suas congéneres tradicionais, sejam elas a ciclo combinado ou térmicas com uso de fuel ou carvão.
Para além disso, existe um factor extremamente condicionante no encarecimento do produto final: a logística do transporte do combustível até à central. Um senão que tende a diminuir com a proliferação de projectos deste género."
Exploração Amiga do Ambiente
"A utilização da biomassa florestal para produção de energia, é, ainda, insuficientemente explorada no nosso país.
As escassas estruturas de transformação existentes, aliadas à insuficiência de informação sobre as possibilidades da biomassa, têm condicionado o desenvolvimento de uma actividade relevante nesta área.
A inexistência de um sistema de certificação para a matéria florestal e os modelos incipientes de triagem em uso têm contribuído para dificultar a valorização deste subproduto da exploração florestal.
Para além de poder constituir uma fonte adicional de rendimento para o proprietário/produtor e ser ambientalmente amigável, contribui para atenuar as possibilidades de ocorrência de incêndios, dado que implica a recolha de material lenhoso que, habitualmente, serve de rastilho ao deflagrar de fogos florestais.
A crescente pressão sobre o meio ambiente causada pela evolução demográfica e consequente aumento dos níveis de necessidade de consumo, obriga a equacionar alternativas que permitam salvaguardar os recursos
naturais, tendo em conta a necessidade de explorar, de forma sustentada, esses mesmos recursos.
Ora, é justamente aqui que "entra" a biomassa, como uma das formas possíveis de potenciar esta sustentabilidade, satisfazendo necessidades energéticas, impedindo a degradação do recurso e possibilitando a manutenção (e até mesmo a expansão) das florestas existentes.
Encarada como recurso adicional, pode permitir ao proprietário/produtor um aumento da rendibilidade, alargando a sua capacidade de investidor e permitindo-lhe uma nova postura estratégica na gestão e no alargamento dos seus activos.
Ambientalmente, a biomassa surge como uma alternativa cativante: a utilização do anidrido carbónico atmosférico no processo contínuo de produção de biomassa contribui para a purificação do ar que respiramos, facto que não é descipiente."
5.2 - ASPECTOS ECONÓMICOS
"A Central Termoeléctrica de Mortágua terá uma potência instalada de 10 MVA e uma potência eléctrica de 9 MW, produzirá por ano (em 7800 horas de funcionamento) 63 GWh de energia eléctrica, a qual será vendida à Rede Eléctrica Nacional a um preço médio de 10$70 KWh.
Com uma disponibilidade próxima dos 90%, esta Central terá um rendimento bruto de 26,5%, consumindo 8,7 toneladas/hora de resíduos florestais, para gerar a energia produzida.
As previsões apontam para que a Central queime cerca de 109.000 ton/ano de resíduos florestais (peso verde), o que representa cerca de 10% do total dos resíduos gerados, anualmente na região abrangida.
O investimento conta com o apoio do Governo Português e da Comunidade Europeia, através do Programa Energia e uma ajuda financeira do Ministério da Administração Interna destinada a suportar uma parte dos custos associados com o corte e recolha de matos o outros resíduos florestais.
A EDP já anunciou que irá pagar a 4.500$ a tonelada, com um teor de 40% de humidade, destroçado e entregue na Central. O preço dos resíduos estará indexado a esse teor de humidade, sendo o preço pago inferior quanto mais baixo for esse teor. A determinação desse teor está garantida pelos Laboratórios do Centro de Biomassa e Energia.
Os resíduos são entregues no parque anexo à Central, são pesados, medidos e descarregados, sendo pago ao fornecedor no prazo máximo de 30 dias.
De referir que para além deste Parque Central serão instalados parques periféricos ao longo dos 29 concelhos que serão servidos por esta Central, por forma a facilitar a sua entrega.
Gil Patrão salienta que a Central não é um negócio para a EDP, porque "a EDP não vai propriamente ganhar dinheiro com esta Central". Serão os proprietários florestais e os agentes madeireiros que vão Ter condições acrescidas de rendibilidade com a retirada, exploração e comercialização dos resíduos florestais
5.3 - ASPECTOS AMBIENTAIS
Uma preocupação que desde logo emerge quando se fala na construção de equipamentos desta natureza, que trabalham com combustão, tem a ver com os impactos ou perigos ambientais ou ecológicos.
Os responsáveis pelo projecto garantem que todos os aspectos ambientais foram devidamente cuidados, sendo prova disso os valores garantidos para as emissões da Central, que possui um electrofiltro de alta eficiência para remoção de partículas.
Figura 21
Rio Mondego

"Mesmo se houvesse e poderá haver um problema no electrofiltro, de imediato e por processos automáticos é reduzido a entrada de combustível, ficando a Central a produzir a um nível técnico mínimo. Os sistemas complementares, os ciclones, os despoeiradores, são suficientes para reter essa carga que eventualmente se pudesse libertar", explica Gil Patrão. Por outro lado esta Central é completamente neutra do ponto de vista de CO2 (dióxido de carbono) e tem a particularidade de fazer a reutilização da água para a sua refrigeração, diminuindo substancialmente a quantidade de água necessária ao seu funcionamento. "Esta é uma Central completamente verde, porque é verde pelo combustível e é verde pelos efeitos ambientais. Nós queremos que ela seja também verde em termos de tarifa, porque o Governo vai financiar melhor a venda de energia eléctrica que se produzir a partir de energias renováveis", diz."
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7 - A Associação de Produtores Florestais
De Mortágua (Apfm)
7.1 - OBJECTIVOS
Objectivos: Agrupar e representar os associados-produtores florestais do concelho de Mortágua; assegurar aos associados informação, assessoria e assistência técnica; melhorar a produção florestal do concelho em quantidade e qualidade; representar os associados perante a Administração Central, Regional e Local e instituições florestais nacionais e estrangeiras, nomeadamente as comunitárias; apoiar a investigação florestal; desenvolver o associativismo agro-florestal a nível local.

Direcção:
Presidente: Albano Tomás da Fonseca Duarte (Eng.º)
Secretário: Ana Filipa Paiva Fonseca (Dr.ª)
Tesoureiro: Carlos Alberto Nunes Gomes
7.2 - SERVIÇOS E ACTIVIDADES DA APFM:
Regulamento (CEE) 2080/92
Para a elaboração de mobilizações de solo.
Informação de preços: Madeira, Plantas, Fertilizantes e outro produtos de interesse para o sector.
Informação e divulgação das principais directrizes que regem o sector, incluindo informação sobre 25 zonas de arborização condicionada
Boletim Informativo publicação com carácter regular de divulgação junto dos associados.
7.3 - FLORESTA SUSTENTADA DE MORTÁGUA
"A madeira que sai das matas de Mortágua tem os mais variados destinos e atravessa variadas fronteiras. Actualmente muitos consumidores, indústrias incluídas, querem ter a certeza de que os produtos que compram provêm de florestas cuja gestão assegura a manutenção do seu potencial ecológico, económico e as suas funções sociais. Que o digam algumas das empresas exportadoras de móveis da região...
Da mesma forma que as máquinas ou os produtos alimentares são comercializados com, certificados de qualidade, também começa a ser necessária a certificação dos materiais lenhosos. As indústrias que transformam as madeiras têm que apresentar garantias de que a sua matéria prima provem de matas que são conduzidas em obediência aos princípios de sustentabilidade. Em breve essas indústrias estarão a querer que o produtor florestal lhes apresente a certificação de gestão sustentável dos seus Pinhais e Eucaliptais
Como é que vamos comprovar que a nossa madeira foi obtida em condições que respeitam os princípios da sustentabilidade? Estamos a trabalhar bem a nossa mata? Estamos a tirar o melhor partido dela?
Os objectivos económicos não são incompatíveis com os objectivos ambientais. Ou seja, é possível melhorar os nossos rendimentos e ao mesmo tempo defender o ambiente com matas bem ordenadas.
A certificação é um desafio que devemos aproveitar a nosso favor.
Para o enfrentar precisamos de conhecer as regras e temos também que decidir se vamos continuar isolados ou se estamos dispostos ajudarmo-nos para trocar informações, identificar interesses comuns e unir esforços para os defender.
Como é que vamos responder a este desafio?
Neste sentido a direcção Geral da Florestas (DGF), está a promover 8 experiências-piloto, em locais previamente escolhidos, onde se inclui o projecto Experiência-Piloto de Mortágua
Neste momento é possivelmente aquele que mais tem avançado.
Como a elaboração deste projecto, tem em termos de imagem, para a aceitação dos produtos que provêm de Mortágua, uma indiscutível importância, não podemos de modo algum perder esta oportunidade.
Isto tem origem no facto de haver por todo o lado grandes e justificadas preocupações como ambiente. Hoje em dia, governos, Organizações de todos os tipos, cidadãos, todos querem conhecer a qualidade do ar, da água, dos solos e querem saber se aquilo que estão a comprar prejudica ou não essa qualidade.
As industrias que vendem móveis, papel, cortiça ou resinas precisam de certificar os produtos.
Para isso virão a seguir pedir também a respectiva certificação aos produtores florestais."
Quadro 1
Preços das madeiras mais vulgarmente comercializadas na região.
(Recorrendo aos departamentos de abastecimento de algumas das principais unidades consumidoras)
Fonte: Boletim Informativo da APFM, 1998, p. 1
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ESPÉCIE |
Utilização |
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Preços (ACTUALIZADOS EM SETEMBRO DE 98) |
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Serração |
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PINHEIRO BRAVO |
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PREÇO À PORTA DA FABRICA |
9.000$00 a 10.000$00 ton. |
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Aglomerados |
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PINHEIRO BRAVO |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
6.500$ ton |
| CHOUPO; CARVALHO; ACÁCIA, etc. | |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
5.800$00 ton |
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EUCALIPTO |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
5.500$00 ton |
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Celulose |
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EUCALIPTO com casca |
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PREÇO À PORTADA FÁBRICA |
7050$00 m3 |
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EUCALIPTO sem casca |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
9.000$00 m3 |
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Estacas e Postes |
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PINHEIRO BRAVO |
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Rolaria escolhida e bem direita |
200 X 3 a 8 cm |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
2.000$00 ton |
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Rolaria escolhida e bem direita |
220 X 3 a 8 cm |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
9.000$00 ton |
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Rolaria escolhida e bom direita |
230 X 3 a 8 cm |
| PREÇO Á PORTA DA FÁBRICA |
9.250$00 ton |
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Rolaria escolhida e bem direita |
400 X 7 a 11 cm |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
10.000$00 ton |
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Rolaria escolhida e bem direita |
600 X 7 a 11 cm |
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PREÇO Á PORIA DA FÁBRICA |
10.000$00 ton |
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Estacas e postes |
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PINHEIRO BRAVO |
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Rolaria não escolhida s/ pontas |
200 X 3 a 11 cm |
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PREÇO À PORTA DA FÁBRICA |
7.000$00 ton |
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Rolaria não escolhida s/ pontas |
220 X 3 a 11 cm |
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PREÇO Á PORTA DA FABRICA |
7.000$00 ton |
..................... (corte) .......................
CONCLUSÃO
A fileira florestal no concelho de Mortágua constitui uma realidade complexa, com diversas facetas e componentes. O seu tratamento não se compadece com visões parcelares ou interpretações reducionistas, que pretendam dar uma explicação dos fenómenos através de um único prisma.
Se no passado o pinheiro era a espécie escolhida por excelência para gerar riqueza, hoje em dia verifica-se o domínio do eucalipto, cuja área continua a crescer a ritmo acelerado. Ele é explorado de forma muito intensiva., podendo mesmo afirmar-se que a exploração industrial da floresta de eucalipto, .constitui uma das principais fontes de receita do concelho.
Ficou pois comprovado o importante papel que a fileira florestal desempenhou e continua a desempenhar no concelho de Mortágua a nível económico-social. Sendo de prever que os efeitos dela adjacentes sejam sempre factor de preocupação ou, que tragam por outro lado benefícios adicionais muito esperadosb por quem se dedica a esta acrividade como principal fonte de rendimento.
Com este estudo procurei ao mesmo tempo encontrar e sugerir possíveis soluções para a resolução dos problemas que impedem hoje como ontem, que a exploração florestal se faça de uma forma harmoniosa, em que todos temos a ganhar.
Este trabalho revelou-se bastante entusiasmante, apesar da necessidade que ainda se faz sentir ao nível da quantificação de muitas variáveis, o que origina que ainda permaneçam algumas lacunas em certas partes deste estudo.
Faço votos para que este trabalho possa contribuir para tornar conhecidas algumas das facetas mais importantes das temáticas subjacentes a este assunto, incluindo os aspectos que são normalmente encarados ou abordados por diversas entidades dentro de ópticas próprias, as quais muitas das vezes não coincidem entre si.
BIBLIOGRAFIA SELECCIONADA
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BARLOY, Jean-Jaques, O Enresinamento –Colecção ESTE PLANETA EM QUE VIVEMOS VOL. 1, Amigos do Livro, Editores, LDA, Lisboa
BARRETO, Luís Soares (1998), A Floresta, Estrutura e Funcionamento – Colecção NATUREZA E PAISAGEM Nº2 – Edição do Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, Lisboa
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S.A. – Central Termoeléctrica vai Produzir Energia com os Resíduos da Floresta - (in) Defesa da Beira, nº2833, 6 de Novembro de 1998
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S.A. – Presidente da República Visita Amanhã o Concelho - (in) Defesa da Beira, nº2834, 6 de Novembro de 1998
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